O Brasil tem papel de vanguarda na área ambiental
Brasília (21/05/2010) – O secretário executivo da Convenção para Combate à Desertificação, Luc Gnacadja, esteve no Ibama para conhecer os procedimentos relativos ao combate a desertificação adotados pelo órgão. Ele foi recebido pelo diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo, que em nome do presidente do Ibama, ressaltou o trabalho incessante do governo no combate ao desmatamento e aos crimes ambientais e a superação sistemática das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Em 2009, foi registrado o menor índice de desmatamento dos últimos 20 anos, uma meta prevista para acontecer em 2014”.
Sobre a proteção do semi-árido e combate à desertificação, Evaristo acrescentou que “ antes mesmo de entrar em vigor o Plano de Proteção à Caatinga, o Ibama já está adotando medidas de prevenção e combate a incêndios na região do semi-árido, e formando as brigadas anti-fogo com pessoas da própria região”. O diretor do Ibama ponderou que “a ocupação da caatinga tem peculiaridades diferentes da região amazônica, em função da grande fragilidade econômica da população”. E mostrou ao secretário que essas variáveis foram consideradas ao ser elaborado o Plano. “O governo se preocupa em encontrar atividades sustentáveis para inserir aqueles que ficarão sem renda em consequência do combate ao uso predatório dos recursos naturais”.
O plano de ações para conter o desmantamento ilegal na Caatinga em sua face operativa prevê três grandes eixos principais: monitoramento e controle, onde atua o Ibama; ordenamento territorial e fundiário; e fomento às atividades produtivas sustentáveis. Experiência similar já funciona no modelo adotado pela operação Arco Verde, desenvolvida para a Amazônia, que incorpora programas sociais, como o Bolsa Família, assistência jurídica, trabalhista, dentre outras. Esse programa é coordenado pela Casa Civil e no Ministério do Meio Ambiente, o Arco Verde está vinculado a secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável sob o comando de Egon Krakhecke, que acompanhava o representante da ONU em visita ao Ibama.
Esse pacto interministerial integrando as ações de governo, na adoção de medidas em conjunto com as operações de repressão ao crime ambiental, resultou no menor índice de desmantamento já registrado, sem contudo, promover o aumento do desemprego. Municípios campeões de devastação como Novo Progresso, no Pará, viraram o jogo e hoje se tornam exemplo de sustentabilidade abaixando os índices de desmatamento ilegal para perto de zero.
Gnacadja demonstrou interesse e bom humor e, ao final, disse ter ficado satisfeito quando ouviu em outra reunião “que a produção de bioenergia (etanol) estava sendo feita em terras marginais, em áreas degradas, que não estava havendo expansão no desmatamento em função do incremento da produção”. O secretário comentou que ao viajar para o Brasil estava preocupado por achar que o país havia adotado o paradigma internacional de que é apenas Amazônia, mas ressalvou “estar contente de ver como o governo está implementando um vasto programa de monitoramento, e que o país precisa fazer a defesa de áreas com menos cobertura vegetal e tomar conta dos meios de vida da população”.
O secretário voltará ao Brasil em agosto próximo e foi convidado pelo diretor de Proteção Ambiental a participar de uma operação do Ibama em campo, aceitou de pronto. Finalizou dizendo que “o Brasil tem um papel de vanguarda de mostrar para o mundo que protege a Amazônia, recupera as áreas degradadas e concluiu: “para proteger as florestas é preciso criar políticas de incentivo para os que vivem fora delas e assim reduzir a pressão sobre esses biomas”.
Ascom/Ibama
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