Mapeamento dos corpos de desaparecidos do Araguaia termina nesta semana

Brasília – O grupo criado pelo Ministério da Defesa para mapear a localização dos corpos de pessoas desaparecidas durante a Guerrilha do Araguaia termina seu trabalho nesta sexta-feira.

O mapeamento e o reconhecimento de novas áreas apontadas por informantes como prováveis locais onde os corpos dos desaparecidos teriam sido enterrados começou em 9 de abril. Conduzidas por profissionais de antropologia forense e de geofísica, as pesquisas ocorrem em regiões do Pará e de Tocantins onde viviam os guerrilheiros nos anos 70.

Entre os pontos visitados pelo grupo estão os indicados pela comerciante Maria Mercês de Castro, que, em março, encontrou ossos que podem ser de seu irmão em uma fazenda de Brejo Grande do Araguaia (PA), próximos a São Domingos do Araguaia (PA). Para chegar ao local, Maria seguiu as orientações de antigos moradores da região.

Ainda em Brejo Grande do Araguaia, o grupo verificou um local chamado de Casa do Curió, onde um informante disse que três corpos foram enterrados. A conclusão dos peritos, contudo, é que serão necessárias investigações complementares em todas as áreas visitadas.

O grupo começou suas buscas em junho de 2009. Com base nos locais identificados durante esta primeira fase de reconhecimento, deu início, em outubro de 2009, às primeiras escavações. Devido ao início do período de chuvas, o trabalho teve de ser interrompido em novembro de 2009, sem que nada tivesse sido encontrado.

Agência Brasil

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    Brasília (21/05/2010) – O secretário executivo da Convenção para Combate à Desertificação, Luc Gnacadja, esteve no Ibama para conhecer os procedimentos relativos ao combate a desertificação adotados pelo órgão. Ele foi recebido pelo diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo, que em nome do presidente do Ibama, ressaltou o trabalho incessante do governo no combate ao desmatamento e aos crimes ambientais e a superação sistemática das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Em 2009, foi registrado o menor índice de desmatamento dos últimos 20 anos, uma meta prevista para acontecer em 2014”.

    Sobre a proteção do semi-árido e combate à desertificação, Evaristo acrescentou que “ antes mesmo de entrar em vigor o Plano de Proteção à Caatinga, o Ibama já está adotando medidas de prevenção e combate a incêndios na região do semi-árido, e formando as brigadas anti-fogo com pessoas da própria região”. O diretor do Ibama ponderou que “a ocupação da caatinga tem peculiaridades diferentes da região amazônica, em função da grande fragilidade econômica da população”. E mostrou ao secretário que essas variáveis foram consideradas ao ser elaborado o Plano. “O governo se preocupa em encontrar atividades sustentáveis para inserir aqueles que ficarão sem renda em consequência do combate ao uso predatório dos recursos naturais”.

    O plano de ações para conter o desmantamento ilegal na Caatinga em sua face operativa prevê três grandes eixos principais: monitoramento e controle, onde atua o Ibama; ordenamento territorial e fundiário; e fomento às atividades produtivas sustentáveis. Experiência similar já funciona no modelo adotado pela operação Arco Verde, desenvolvida para a Amazônia, que incorpora programas sociais, como o Bolsa Família, assistência jurídica, trabalhista, dentre outras. Esse programa é coordenado pela Casa Civil e no Ministério do Meio Ambiente, o Arco Verde está vinculado a secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável sob o comando de Egon Krakhecke, que acompanhava o representante da ONU em visita ao Ibama.

    Esse pacto interministerial integrando as ações de governo, na adoção de medidas em conjunto com as operações de repressão ao crime ambiental, resultou no menor índice de desmantamento já registrado, sem contudo, promover o aumento do desemprego. Municípios campeões de devastação como Novo Progresso, no Pará, viraram o jogo e hoje se tornam exemplo de sustentabilidade abaixando os índices de desmatamento ilegal para perto de zero.

    Gnacadja demonstrou interesse e bom humor e, ao final, disse ter ficado satisfeito quando ouviu em outra reunião “que a produção de bioenergia (etanol) estava sendo feita em terras marginais, em áreas degradas, que não estava havendo expansão no desmatamento em função do incremento da produção”. O secretário comentou que ao viajar para o Brasil estava preocupado por achar que o país havia adotado o paradigma internacional de que é apenas Amazônia, mas ressalvou “estar contente de ver como o governo está implementando um vasto programa de monitoramento, e que o país precisa fazer a defesa de áreas com menos cobertura vegetal e tomar conta dos meios de vida da população”.

    O secretário voltará ao Brasil em agosto próximo e foi convidado pelo diretor de Proteção Ambiental a participar de uma operação do Ibama em campo, aceitou de pronto. Finalizou dizendo que “o Brasil tem um papel de vanguarda de mostrar para o mundo que protege a Amazônia, recupera as áreas degradadas e concluiu: “para proteger as florestas é preciso criar políticas de incentivo para os que vivem fora delas e assim reduzir a pressão sobre esses biomas”.

    Ascom/Ibama

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    Mais de 100 países, incluindo as principais potências econômicas e o Brasil, vão se reunir para tentar encontrar alternativas a fim de evitar mais colapsos ambientais.

    No Ano Internacional da Biodiversidade, o Brasil se destaca por várias ações que vêm contribuindo para a manutenção das diferentes espécies aqui localizadas. Entre elas, a redução do desmatamento na Amazônia, a criação de novas áreas de conservação de uso sustentável e de proteção integral e o monitoramento de todos os biomas brasileiros. E ainda a discussão sobre patrimônio genético entre países megadiversos, que inclui a distribuição justa e equitativa dos benefícios econômicos oriundos da exploração da biodiversidade.

    Carine Corrêa

    O ano de 2010 será marcado internacionalmente não apenas pela Copa do Mundo. Outro tema a biodiversidade – vai interferir de forma direta e implacável no cotidiano das pessoas, em escala muito maior e talvez sem a mesma visibilidade na mídia. O assunto também vai atrair a atenção de muitos países durante a Conferência da Biodiversidade (COP-10), a ser realizada em outubro em Nagoya (Japão).

    Apesar de ainda não ter o mesmo apelo do futebol nas discussões do dia-a-dia, neste Ano Internacional da Biodiversidade – estabelecido pela ONU- nações de todo o mundo vão debater a perda da biodiversidade, prejuízo que afeta não só animais e plantas (como muitos preferem simplificar a questão), mas interfere de maneira crucial na manutenção da vida do homem e no equilíbrio de todo o planeta.

    Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo, as perdas econômicas decorrentes do processo de redução de espécies alcançam uma cifra anual entre U$ 2 e US$ 4,5 trilhões, segundo pesquisadores do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

    O encontro no Japão vai reunir as nações megadiversas (grupo dos 17 países que abrigam a maioria das espécies da Terra e juntos detêm cerca de 70% de toda a biodiversidade do planeta, entre eles o Brasil), as principais potências econômicas mundiais e outros 100 países aproximadamente. O objetivo é tentar encontrar soluções que possam surtir efeito rápido (ou pelo menos de médio prazo), a fim de evitar novos colapsos ambientais ao redor do planeta.

    Durante a COP-10, o Brasil vai assumir um protagonismo, pois pretende reafirmar o pacto entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), para o cumprimento das metas estabelecidas tanto na Rio-92 quanto em Johannesburgo (África do Sul), em 2002.

    Vai ainda defender a bandeira da repartição de benefícios oriundos do patrimônio genético da biodiversidade, principal ponto pretendido pelos megadiversos na convenção.

    Segundo a secretária de Biodiversidades e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, muitas reuniões preparatórias têm sido realizadas pelas 17 nações megadiversas, com o objetivo de se estabelecer uma proposta comum.

    A questão da compensação financeira pelo conhecimento obtido a partir da biodiversidade,no entanto, é motivo de controvérsia. Ganhou manchete dos jornais o caso do cupuaçu, que teve um pedido de patente registrado no exterior por uma empresa japonesa, apesar de ser uma planta típica da Amazônia.

    Por meio da contestação de entidades ambientalistas nos escritórios de patentes internacionais, foi impedida a aprovação do registro, pois as aplicações do produto já eram, desde há muito, de domínio dos índios e das comunidades tradicionais amazônicas, e não envolviam nenhum tipo de inovação que justificasse o direito de sua exploração pela companhia japonesa.

    Diversidade global em declínio – De acordo com o terceiro relatório do Panorama da Biodiversidade Global (GBO3, em inglês), divulgado no começo de maio pelas Nações Unidas (cuja versão em português será lançada em 21 de maio pelo MMA), nenhum país cumpriu integralmente as metas de redução da perda da biodiversidade em seus territórios entre 2002 e 2010.

    O documento é um relatório oficial da Convenção sobre Diversidade Biológica, estabelecida em 1992, e vai pautar as discussões entre os chefes de Estado participantes da Cúpula da Biodiversidade no Japão. O ponto mais preocupante deste estudo revela que a perda da biodiversidade global está alcançando um patamar quase irreversível.

    Entre 1970 e 2006, por exemplo, o número de indivíduos de espécies de vertebrados teve umdeclínio de 30% em todo o mundo, e a tendência, segundo o GBO3, é de que a redução continue, especialmente entre animais marinhos e nas regiões tropicais. O relatório indica ainda que 40% das espécies de aves e 42% dos anfíbios apresentam população em queda.

    Para reverter o quadro de sérios prejuízos ambientais e econômicos, seriam necessários investimentos em todo o planeta de aproximadamente U$45 bilhões por ano.

    O relatório indica os cinco principais fatores de pressão sobre a biodiversidade: perda e degradação de habitats (convertidos em plantações, pastagens, áreas urbanas), mudanças climáticas, poluição, sobreexploração dos recursos naturais e a presença de espécies exóticas invasoras. As intervenções humanas em lagos de água doce também foram apontadas como outro fator importante, pois devido ao acúmulo de nutrientes, inúmeras espécies de peixes foram levadas à morte em larga escala.

    A acidificação e poluição dos oceanos também vitimam os recifes de corais, o que descaracteriza o ecossistema marinho. Nas grandes regiões do mundo, os habitats naturais continuam a declinar em extensão e integridade, especialmente os bancos de algas marinhas, as zonas úmidas de água doce, as localidades de água congelada e os recifes de corais e de mariscos.

    Segundo dados da World Conservativon Union (União Mundial de Conservação), a ação do homem provoca 0,2% da perda média de espécies todos os anos, que ocorre ainda por queimadas e desmatamento impulsionados pelo mercado imobiliário e/ou monoculturas de larga escala, caça e tráfico de animais. Extrativismo sem manejo adequado e mineração, dentre outros fatores de intervenção antrópica, também são causas crescentes do processo de extinção, por acompanharem as necessidades de uma população humana que, segundo estatísticas da Organização da Nações Unidas, é de 6,5 mil milhões, com perspectivas de aumento para 7 mil milhões até o ano de 2012.

    De acordo com o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Ahmed Doghlaf, a perda da biodiversidade ocorre em uma velocidade sem precedentes. “As taxas de extinção podem estar mil vezes acima das médias históricas”, alerta.

    Apesar de o GBO3 ressaltar o aumento considerável das áreas de proteção ambiental ( 82% estão em áreas marinhas e 44% em regiões terrestres), e o progresso significativo da preservação de florestas tropicais e manguezais, dados do documento revelam que estas medidas não foram suficientes para alcançar a meta estabelecida.

    Ações brasileiras – Há ainda outros pontos do documento do Pnuma considerados críticos.A Amazônia é citada como área sujeita a danos irreparáveis, em parte motivados pelo desmatamento e queimadas, e por outro, pelas mudanças na dinâmica regional das chuvas e extinção de espécies.

    O Brasil é citado como exemplo no que diz respeito à criação de áreas protegidas (unidades de conservação). Dos 700 mil quilômetros quadrados transformados em áreas de proteção em todo o mundo, desde 2003, quase três quartos estão em solo brasileiro, resultado atribuído em grande parte ao Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

    Para 2010, já está em fase de análise a criação de novas áreas protegidas: 3.044.000 hectares no Cerrado; 868.192 hectares no Pantanal; 600 mil hectares no Pampa e mais de 1.200.000 hectares na Mata Atlântica.

    Outra estratégia fundamental adotada pelo Brasil para combater o desmatamento e a extinção de espécies decorrente desta prática é o monitoramento por satélite de todos os biomas brasileiros, procedimento que, até 2008, era realizado apenas na Amazônia e em parte da Mata Atlântica.

    Com a identificação e controle das principais causas do desmatamento na região, em 2009, a devastação da floresta teve o menor índice (43% mais baixo) dos últimos 20 anos.

    Os primeiros resultados sobre o Cerrado e Caatinga, levantados entre 2002 e 2008, já foram lançados, mostrando que quase metade da cobertura vegetal original destes biomas já foi destruída. Para este ano, serão divulgados os dados referentes à cobertura vegetal do Pantanal, Mata Atlântica e Pampa, referentes ao mesmo período.

    Por meio do monitoramento, é possível estabelecer planos de ação de fiscalização, controle e combate ao desmatamento, bem como levar alternativas sustentáveis às regiões onde o desmate ainda é muito praticado.

    Exóticas e invasoras – Também foi lançada, em 2009, a Estratégia Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras. O programa vai orientar as diferentes esferas do Governo a fim de mitigar e prevenir os impactos negativos destas espécies sobre a população humana, os setores produtivos, o meio ambiente e a biodiversidade.

    Os eixos deste plano são a prevenção da introdução de novos indivíduos, bem como a mitigação da presença dos mesmos em biomas e bacias hidrográficas do Brasil. Atualmente, as invasões biológicas causadas por espécies exóticas invasoras são consideradas a segunda maior causa de perda da biodiversidade biológica do planeta, perdendo apenas para a destruição de habitats.

    No Brasil, os custos decorrentes dos impactos causados por estas espécies atingem cerca de U$ 50 bilhões ao ano. Entre elas, podemos citar o mosquito da dengue, o mexilhão dourado, o caracol gigante africano, a uva-do-japão, o capim-annoni e o amarelinho.

    Também tem sido feita a atualização de listas de espécies brasileiras ameaçadas de extinção (fauna e flora), que servem como alerta e instrumento de monitoramento da política de conservação destas espécies. ” O número de espécies em extinção está aumentando, o que é um sinalizador preocupante, pois demonstra que o objetivo de reduzir a taxa de extinção não tem sido alcançado”, avalia João de Deus Medeiros, diretor do Departamento de Florestas do MMA.

    Fundamentais para a conservação e recuperação de espécies ameaçadas de extinção (um dos principais compromissos dos países durante a CDB), estes levantamentos funcionam como instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade, que inclui as Listas Nacionais Oficiais de Espécies Ameaçadas de Extinção; os Livros Vermelhos das Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção e os Planos de Ação Nacionais para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção.

    Evolução da vida – A biodiversidade é a totalidade das espécies de seres vivos de uma determinada região ou tempo, e abrange animais, vegetais, fungos e microorganismos, sendo responsável pela evolução e manutenção da vida em todos os lugares. Sua manutenção depende do equilíbrio e estabilidade de ecossistemas, e seu uso e aproveitamento pela humanidade deve, necessariamente, ser feito de maneira sustentável de forma a preservá-los.

    Desde que o homem começou a interferir na natureza, a biodiversidade tornou-se a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, mais recentemente, da indústria de biotecnologia. Trata-se ainda da fonte primária para remédios, cosméticos, roupas e alimentos, entre outros produtos, e é essencial para a criação de grãos mais produtivos e resistentes a pragas e a outras doenças.

    A espécie humana é apenas uma entre 1,75 milhão de espécies de vida conhecidas. O Pnuma estima que existam pelo menos 14 milhões de espécies vivas ao redor do planeta. Alguns especialistas calculam que esse número possa chegar a 50 milhões, ou ainda mais.

    Extinção de espécies – A Convenção sobre Biodiversidade foi estabelecida em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, mas a meta de redução da perda da biodiversidade só foi fixada na Cúpula da Terra de Johannesburgo, em 2002. Durante o evento, os governos participantes se comprometeram a estabelecer medidas para combater a extinção de espécies.

    Dentre os pontos acordados constam a redução da degradação de habitats, o controle de espécies exóticas invasoras (que ocasionam prejuízos de aproximadamente R $ 2,5 trilhões nas economias de todo o planeta) e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento. Das 21 metas estabelecidas pela ONU em 2002, nenhuma está próxima de ser cumprida.

    A Convenção sobre Diversidade Biológica foi assinada por 156 nações – atualmente foi ratificada por 192 – e estabeleceu que os países têm direito soberano sobre à variedade de vida contida em seu território, bem como o dever de conservá-la e de garantir que seu uso seja feito de forma sustentável, isto é, assegurando sua preservação.

    Um dos temas mais defendidos pela CDB é a necessidade de repartição justa e equitativa dos benefícios derivados do uso dos recursos genéticos. Eles seriam divididos entre todos os países e populações cujo conhecimento foi chave para sua utilização. Como exemplo, comunidades acostumadas a usar plantas de sua região desde tempos remotos, como os índios.

    Ascom / MMA

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    “Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe
    e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve… e a vida é “muito” para ser insignificante”
    Charles Spencer Chaplin

    Em meio à era da incerteza, nada estará garantido; assim, além de depararmos com uma constante competição, deparamos também com desafios constantes; e para isso teremos que ser sábios para transformar cada desafio em grande oportunidade de aprendizado e de negócio.

    Salienta-se que o seu sucesso dependerá muito da maneira como você irá enxergar e encarar os desafios. Tudo dependerá de sua decisão. Pensando assim, a maneira como você reage a este desafio, é determinante. Se lamentar o tempo todo, provavelmente não irá enxergar as estratégias que terá que traçar e nem o caminho a percorrer; assim, tudo ficará obscuro, levando-o ao fracasso. Caso você se sinta realmente desafiado irá “abraçar” aquela causa, envidar esforços, doar-se em demasia e então, além de enxergar o caminho de forma límpida, identificando e entendendo cada desafio, enxergará e avaliará possíveis determinantes, utilizando estratégias de forma a alcançar a superação; e isto faz do desafio uma grande oportunidade de desenvolvimento e crescimento, revertendo todo o quadro negativo.

    Sabemos que as ameaças e os desafios são constantes, e que a competição é diária. Em meio a esta era do terceiro milênio, não há como isentar-se destes. Melhor política é, em vez de reclamar, fazer. Se for imprescindível enfrentar, que enfrente de cabeça erguida, com garra e determinação; portanto, o profissional deverá enxergar as ameaças bem como os desafios, encará-los de frente, desvinculando de seu ser o medo, a insatisfação, a aflição, a angústia, o sofrimento e todo “azedume” que porventura poderá surgir, pois, quando mal conduzidos, os desafios , assim como as ameaças, se tornam fracassos.

    Além de ter que banir o medo e a insegurança de sua vida profissional, é preciso se antever aos fatos, enxergando o que ainda não foi visualizado por muitos, trabalhando a imaginação, compilando a idéia, colocando-a em prática em prol da agregação de valor do produto e/ou serviço, através do desejo aguçado e da vontade de acertar, neutralizando a ansiedade, o que favorecerá bastante para a construção de algo novo ou inusitado, fazendo assim o diferencial no mercado.

    Pensando assim, sabemos que a maneira mais fácil de vencer um desafio reside no amor. Sentir prazer e amor pelo que se faz é a chave de todo o negócio, pois, quando você ama o que faz você desperta o querer que existe dentro de você e a partir daí o caminho, além de ficar largo, fica límpido, fluindo força, coragem, perseverança, determinação e otimismo; por conseguinte, não se deixando abater diante das dificuldades, o que facilita todo o processo.

    Somados a isso, o profissional, conhecedor de seus talentos, habilidades, capacidades e conhecimentos, deverá confiar mais em si mesmo. A auto-confiança torna-se fator sine qua non para se alcançar o sucesso. Além disso, devemos ter sempre em mente que os desafios nos revelam oportunidades de desenvolvimento e crescimento, o que contribui para nos tornarmos cada vez melhores no que fazemos.

    É preciso lembrar que o que irá determinar o nosso sucesso diante dos desafios chama-se ação. Será a nossa ação que irá reverter todo o quadro presente encontrado. Planejar ações de forma a agregar valor e fazer o diferencial no mercado se torna imprescindível em meio a tantos desafios. Profissionais que não se planejarem correrão sérios riscos de serem esmagados pelo mercado, pois o planejamento é uma valiosa ferramenta de gestão.

    Desta forma, ressalte-se também que o planejamento estratégico é de suma importância, uma vez que servirá de bússola, dando rumo à caminhada, proporcionando assim que o profissional seja ágil e pró-ativo, tendo sabedoria para enfrentar as ameaças, aproveitando ao máximo as oportunidades encontradas em meio à “destemperança” do mercado, visualizando e transformando seus pontos fracos em fortes, mantendo o foco e o direcionamento em prol do almejado, mas agindo com rapidez em meio às mudanças.

    Por fim, deve-se adotar uma nova postura diante a tantos desafios; e isto se torna, além de imprescindível, emergencial a qualquer profissional que deseja pelo menos sobreviver no mercado competitivo.

    À vista do exposto, é importante lembrar que para você vencer qualquer desafio e /ou ameaça você depende de uma e única exclusiva pessoa: você.

    Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária na UNIPAC – Vale do Aço.
    Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br.
    Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionando a autora e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br

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  • INTRIGA! A erva daninha que destrói uma organização.

    Um clima saudável aceita a diferença de opinião, a discussão acalorada e até um certo nível de estresse, mas repudia fatos desagregadores como assédio moral, intriga e estrelismos. Coisas assim, não fazem parte da ordem do dia nas empresas que têm, em sua cultura, uma vantagem competitiva”. Eugênio Mussak -Revista VOCÊ S/A (Editora Abril, Fevereiro de 2007).

    Pode-se afirmar que o século XXI, apesar de ser a era da cooperação, colaboração e união, não impede de surgir dentro da organização a erva daninha da intriga, que caminha de forma aliada com a inveja, e assim, o que se percebe é que a intriga aflora e com toda força, e isso requer de cada profissional a sabedoria no que tange ao seu gerenciamento.

    O profissional deve agir com inteligência, não deixando que intrigas, boatos maliciosos e “fofoquinhas” prejudiquem sua vida profissional. A intriga muitas vezes surge devido ao fato da competência e do sucesso alheio que, além de magoar, produz o incômodo de “confrontar” o outro. É desconcertante observar como o sucesso incomoda muita gente incompetente. Se você parar para pensar, você irá perceber que a pessoa que faz intrigas, além de não conseguir fazer com que sua vida profissional caminhe como deseja, não possui sequer produtividade alguma, pois ocupa seu tempo em prol de “armações” tentando prejudicar as demais pessoas. A essas pessoas deve-se dar atenção especial. De início deverá ser tentado um trabalho intensivo (psicológico, terapias outras) no sentido de tentar mudar tal personalidade. Se não conseguir sucesso o único recurso é a demissão, uma vez que tais pessoas são nocivas em qualquer empresa.

    O líder tem que ser inteligente e ter essa percepção, identificando o problema e as pessoas, para não deixar que a erva daninha, como a intriga, ganhe força, e, por conseguinte prejudique o ambiente de trabalho e a produtividade, pois, isto causaria um grande transtorno para a organização.

    É de suma importância que o líder saiba filtrar o que escuta, tanto dos maledicentes de plantão, quanto o que escuta no corredor, pois deverá ter o máximo de cautela para não prejudicar o próximo e nem ser prejudicado.

    Na vida profissional existem profissionais e profissionais; existem os que se entregam de corpo e alma em tudo o que se propõem a fazer, e por conseqüência alcançam o sucesso, e os que nada fazem, mas querem que o resultado “caia do céu”; então costumam querer obter o resultado esperado através da bajulação, através de boatos, traições e intrigas, ou seja, tudo que propõem é tentar derrubar o outro, a qualquer custo.

    Podemos dizer que, no mundo dos negócios, esses pobres de espírito de plantão se tornam especialistas em fazer o mal. Esse tipo de profissional faz do mal um hábito, realizando planos mirabolantes, fazendo tudo de forma detalhada, mas não em prol da organização, e sim com o objetivo de “derrubar” o colega, o que é lamentável.

    Por este raciocínio percebe-se que o mais interessante é que as intrigas, assim como as fofocas, têm um custo alto, pois o profissional ao fazer a intriga deixa de produzir para dedicar o seu precioso tempo em conspirar contra outros, enquanto a organização perde e muito; por conseguinte, os demais profissionais podem ficar ressentidos e aquele que é vítima da maledicência perde muito no que tange a produtividade, criatividade e melhoria contínua, tornando o ambiente de trabalho, bem como a convivência um grande obstáculo.

    É importante ressaltar que o mais curioso é que determinados líderes deixam-se levar por determinados profissionais invejosos e maquiavélicos, não enxergando que o profissional competente prejudicado é de grande valia para a sua organização, e então se deixa consumar o “arrastar do tapete”, sendo que nessa história quem acaba sendo o maior prejudicado, talvez, seja a própria organização, pois, se assim o for, deixa de ganhar um grande profissional, que com certeza contribuiria muito para que sua organização decolasse no mercado.

    Sabedor de que o maior bem que uma organização possui são os profissionais que a compõem, este líder deve reconhecer determinados limites e saber de fato gerenciar, mostrando aos “joios” de plantão que, quem é o líder da organização é ele. É ele quem de fato rege a orquestra, pois ele é o maestro da organização e não a erva daninha a ser eliminada; caso contrário, as intrigas e fofocas ganharão força total e irão muito mais além, causando dificuldades e transtornos à empresa.

    Nesse contexto, o profissional deve conscientizar que está no serviço para trabalhar, para contribuir com a organização com seus conhecimentos, habilidades e talentos; portanto, está em prol da organização, está sendo remunerado para realizar suas atribuições. E o mínimo que se tem a fazer é esquecer a vida alheia e dedicar-se muito, desempenhando suas funções de modo a alcançar resultados além do esperado; portanto, deve-se manter o foco no trabalho e não nas fofocas e intrigas.

    Será necessário enfatizar que, nesta era de desafios, era da incerteza, era de grande competitividade, este tipo de profissional “intriguento”, o qual não se conseguiu recuperar com iniciativas na empresa (já citadas acima), deve ser banido da organização, uma vez que o mesmo não é um colaborador, assim como não representa uma soma dentro da organização, sendo um inimigo da organização em potencial, levando todos, bem como a própria organização, ao inevitável naufrágio.

    Isto posto, o líder deverá saber administrar este problema, pois as fofocas e as intrigas irão desencadear conflitos, e se o mesmo não estiver disposto a passar por um estresse e/ou por um desgaste desnecessário, estas intrigas poderão impulsionar a demissão voluntária de um exímio profissional, fazendo assim com que a organização, além de perder grandes talentos, fique comprometida perante o mercado.

    Em resumo, todos saem perdendo, quando o propósito é ganhar!

    Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária na UNIPAC – Vale do Aço.
    Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br.
    Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionando a autora e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br

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